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O que “ganho” sendo voluntário?

Os programas de voluntariado vêm ganhando muitos adeptos no Brasil nos últimos anos, e assim como em outros países, o brasileiro vem atuando como voluntário cada vez mais cedo, especialmente em projetos sociais.

Estou levantando este tema, pois quem me conhece ou já leu meus artigos sabe que o trabalho voluntário tem estado presente em minha vida e nas minhas experiências como viajante desde 2014, e posso falar dos ganhos que venho tendo, os quais não são exclusivamente financeiros. Minha primeira experiência fora do país como voluntária foi na África do Sul, 4 anos atrás, e já falei para muitas pessoas como ela mudou a minha vida. Nesse caso, ao contrário dos trabalhos voluntários que realizei em 2017, tive que contribuir financeiramente com o projeto, além de trabalhar como assistente de classe, mas tudo foi tão gratificante e o aprendizado foi tão grande que até hoje comento com amigos que foi o melhor investimento que fiz na vida e o que ajudou a me redescobrir como pessoa. Lembro que na época buscava por um intercâmbio para estudar inglês fora do país, mas pesquisando encontrei o intercâmbio social, que me trouxe, além do contato com outros idiomas, uma lição de vida. Já em 2017 fiz sim um intercâmbio voltado para aperfeiçoar meu inglês e tive a oportunidade (e sorte) de ser aceita para realizar um trabalho voluntário em um hostel, eliminando minhas despesas com acomodação e cortando pela metade as despesas com alimentação, já que cozinhava no local.

Pouco tempo atrás cruzei com um rapaz de 19 anos enquanto voluntariava, e ele me fez a seguinte pergunta: “O que você ganha fazendo este tipo de trabalho, já que não recebe nada?” No momento eu não sabia bem como responder à pergunta de forma resumida, pois cada experiência que vivi como voluntária teve um sentido na minha vida, mesmo que um dos propósitos fosse viajar, mas de forma sucinta disse a ele: meu ganho é imensurável, pois tenho crescimento pessoal, experiência profissional em áreas que nunca havia atuado, amigos, cultura, sem falar que reduzo minhas despesas e consigo ir para lugares que sem um emprego fixo, como vivo agora, não conseguiria ir…

Vejo o trabalho voluntário como uma forma de sair daquela rotina que muitas vezes desgasta, abrir a cabeça para receber um ambiente que não estava habituada, aprender algo novo, ensinar ou desenvolver habilidades, praticar um ou mais idiomas que não o seu, fazer amigos pra vida…

Ainda existe um grupo de pessoas que considera o trabalho voluntário uma forma de “exploração”, mas se engana e perde a oportunidade de ser um voluntário quem pensa assim, pois em nenhuma das experiências que tive me senti explorada, bem pelo contrário, algumas vezes até me sentia mal por estar tendo tantos benefícios para executar tarefas tão simples e trabalhar poucas horas diárias. Ok, não recebo nenhum tostão quando me disponho atuar como voluntária, mas se colocar no papel o que tenho em troca, certamente é um bom “pagamento”.

Meu relato não tem a ver com motivar pessoas a fazerem o mesmo que fiz, largar seus empregos e sair mundo afora vivendo de “bicos” e prestando trabalhos voluntários, mas sim mostrar os benefícios disso para aqueles que ainda estão em dúvida se devem investir seu tempo livre, como férias, por exemplo, em uma experiência dessas, pois vale muito a pena!

Ficou com alguma dúvida ou gostaria de dar uma sugestão? Deixe seu comentário! 😉

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